Maliana: e quase Bé manas
No fim de semana é quando tudo - o resto - acontece.
Há que aproveitar para viajar e conhecer, experimentar caminhos não percorridos e retornar aqueles que por serem mágicos nos atraem irremediavelmente.
A viagem foi feita de Bus Kota (leia-se Bis Cota) e desde logo merece uma atenção especial.

É redundante falar das galinhas, sacos de arroz, bicicletas, motorizadas (motor em tetún) que se depositam em camadas sucessivas para a viagem. Mais interessante será começar por falar da partida.
Parte de Tasi Tolo. As horas é uma prerrogativa do condutor. Os passageiros entram... entretanto ele arranca e vai fazendo voltas para trás e para a frente na estrada. O objectivo é tentar convencer os passageiros de última hora a entrarem. Estes podem estar a falar com os amigos, a fazer uma última compra, ou ainda a acabar de chegar. Desde que ligou o motor e começou a fazer as "piscinas" para trás e para a frente passaram 40 minutos. Numa última passagem ainda entraram mais duas moças que tinham acabado de chegar de táxi. E finalmente partimos!
Passados 800 metros paramos. Não, não pensem que é para apanhar mais alguém. desta vez a razão é oficial, aliás já deviam estar a ver... tem um controlo policial à saída de Dili.
Saímos todos, levamos os sacos (os pessoais, não os de arroz). Revista ao autocarro! observação dos sacos. Voltamos a entrar e partimos, agora animados. O condutor põe a cassete com a música e zás aí vamos nós a ouvir a Laurindinha, o Tiro liro liro e outras modinhas extraordinárias, cantadas em português de Dili.
Dormi a maior parte da viagem, embalado pelo calor que aumentava à medida que o sol se vai zenitando. Acordei passado cerca de duas horas, envolto em suor e ainda a ouvir a mesma cassete (que tem cerca de 6 músicas). Paragem para almoço...
Comi arroz em água de coco e uma perna de frango frito numa daquelas barraquinhas de estrada, em Loré (havia uma meia dúzia delas).
Passado uma meia-hora seguimos viagem... A cassete recomeça a tocar...
Passados 3 minutos paramos e o ajudante do condutor começa a pedir o cartão aos clientes (Malai não precisa). Novo controlo de estrada...

Saímos todos, cartões e mochilas. Aqui uma novidade fazem a chamada dos passageiros...
Passados 10 minutos estamos a seguir viagem... a cassete também.
Recomeço a dormir e já perto de Maliana acordo definitivamente (sim, adivinharam, ouve outro controlo) e... a cassete recomeçou a tocar.
Chegamos a Maliana, situada no vale do Rio Loes, um dos poucos de caudal permanente em Timor Leste.
Campos de arroz esverdeiam (ou enverdecem) a paisagem.

Ficamos a dormir na pousada que está parcialmente ocupada pela fauna UN que embrutece e tudo mal-feia. O local da pousada é numa encosta com vista sobre a cidade.
Um varandouro sobre a cidade, sobre os campos de arroz e o vale do rio.
A tradicional visita ao mercado foi enriquecida pelo facto de ao sábado este ser ainda mais explenderoso (que raio, hoje não me sai uma palavra certa), as gentes das terras à volta vem á cidade, a animação é muita e há que se saber perder nestes sítios.

No domingo decidimos ir ver as águas quentes de Marobo (Bé Manas) mas amigos, isso fica para um outro post, que hoje já mereço o Gin que estou a beber.
Há que aproveitar para viajar e conhecer, experimentar caminhos não percorridos e retornar aqueles que por serem mágicos nos atraem irremediavelmente.
A viagem foi feita de Bus Kota (leia-se Bis Cota) e desde logo merece uma atenção especial.

É redundante falar das galinhas, sacos de arroz, bicicletas, motorizadas (motor em tetún) que se depositam em camadas sucessivas para a viagem. Mais interessante será começar por falar da partida.
Parte de Tasi Tolo. As horas é uma prerrogativa do condutor. Os passageiros entram... entretanto ele arranca e vai fazendo voltas para trás e para a frente na estrada. O objectivo é tentar convencer os passageiros de última hora a entrarem. Estes podem estar a falar com os amigos, a fazer uma última compra, ou ainda a acabar de chegar. Desde que ligou o motor e começou a fazer as "piscinas" para trás e para a frente passaram 40 minutos. Numa última passagem ainda entraram mais duas moças que tinham acabado de chegar de táxi. E finalmente partimos!
Passados 800 metros paramos. Não, não pensem que é para apanhar mais alguém. desta vez a razão é oficial, aliás já deviam estar a ver... tem um controlo policial à saída de Dili.
Saímos todos, levamos os sacos (os pessoais, não os de arroz). Revista ao autocarro! observação dos sacos. Voltamos a entrar e partimos, agora animados. O condutor põe a cassete com a música e zás aí vamos nós a ouvir a Laurindinha, o Tiro liro liro e outras modinhas extraordinárias, cantadas em português de Dili.
Dormi a maior parte da viagem, embalado pelo calor que aumentava à medida que o sol se vai zenitando. Acordei passado cerca de duas horas, envolto em suor e ainda a ouvir a mesma cassete (que tem cerca de 6 músicas). Paragem para almoço...
Comi arroz em água de coco e uma perna de frango frito numa daquelas barraquinhas de estrada, em Loré (havia uma meia dúzia delas).
Passado uma meia-hora seguimos viagem... A cassete recomeça a tocar...
Passados 3 minutos paramos e o ajudante do condutor começa a pedir o cartão aos clientes (Malai não precisa). Novo controlo de estrada...

Saímos todos, cartões e mochilas. Aqui uma novidade fazem a chamada dos passageiros...
Passados 10 minutos estamos a seguir viagem... a cassete também.
Recomeço a dormir e já perto de Maliana acordo definitivamente (sim, adivinharam, ouve outro controlo) e... a cassete recomeçou a tocar.
Chegamos a Maliana, situada no vale do Rio Loes, um dos poucos de caudal permanente em Timor Leste.
Campos de arroz esverdeiam (ou enverdecem) a paisagem.

Ficamos a dormir na pousada que está parcialmente ocupada pela fauna UN que embrutece e tudo mal-feia. O local da pousada é numa encosta com vista sobre a cidade.
Um varandouro sobre a cidade, sobre os campos de arroz e o vale do rio.
A tradicional visita ao mercado foi enriquecida pelo facto de ao sábado este ser ainda mais explenderoso (que raio, hoje não me sai uma palavra certa), as gentes das terras à volta vem á cidade, a animação é muita e há que se saber perder nestes sítios.

No domingo decidimos ir ver as águas quentes de Marobo (Bé Manas) mas amigos, isso fica para um outro post, que hoje já mereço o Gin que estou a beber.

2 Comments:
Obrigadinha por este viaje a Maliana, siempre es un placer visitar el mundo a traves de los ojos y las sensaciones de un amigo...casi puedo sentir el calor e imaginar los ruidos, olores, sabores...
Bem vindo de volta ao ciber espaço, e bom Gin ...
Beijos e abraços,
Vanda Narciso
PS: esverdeiam, enverdecem ou reverdece
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